De Irmandade e Paternidade

 

Como surgem os preconceitos? De duas, uma: ou por uma única experiência que é indevidamente generalizada ou, como sugere o próprio termo, por conceitos prévios, isto é, por meras noções adquiridas sem crítica através da opinião alheia,  a qual não passa de generalização indevidamente extraída de experiência singular.

Pense no seguinte: o que se pode pensar de um "irmão" que explora outro, sem escrúpulos? Que tipo de irmão é esse? O que o seu pai lhe ensina sobre justiça? E sobre a vida boa em comunhão? Pois bem, como pode alguém prestar serviço tão ruim e cobrar tão
caro?

Observem: eu gastei R$ 100,00 por uma peça de estrutura em ferro dobrado em forma de U, soldada, pintada, com acabamento em borracha nas pontas, parafusos, porcas, arruelas, pé central em forma de aranha, com cinco rodinhas, além dos cones de plástico forrando o mecanismo do pé, que movimenta para cima e para baixo, semi-automático, e ainda gira 380°. R$ 100,00 foi quanto me custou essa peça, com todo o material do fabricante. Nada meu, exceto a ideia de um suporte para laptop.

Mas o "irmão" quer me cobrar R$ 25,00 por um remendo de alumínio, sendo o material meu e a idéia também. R$ 25,00 só pelo seu trabalho de 20 minutos, em um material mais maleável que o ferro? …25% do total da peça, só pelo seu remendo mal feito? Isso é justo? É certo isso? Ou melhor, usando a própria linguagem do "irmão", já que ele não tem idéia do que seja justiça: tem cabimento isso?

Em sendo assim, mesmo o sujeito se dizendo cristão, quem pode lhe chamar de irmão? Eu, pelo menos, desconfio da sua paternidade. Quem age assim certamente deve acreditar muito em seu deus, pela garantia do próprio sustento, pois não há outra explicação para isso, à custa da enganação de muita gente. Desgraçadamente, enganando muitos daqueles que o chamam de irmão.

Mas, se é verdade que é ele que lhe garante o sustento, enganando os seus outros irmãos, então, que deus é este? Este é o deus cristão, a cometer e permitir injustiça de um homem contra os outros? E pode se chamar de justo um deus ou um homem que age desse modo? Assim, ou o deus cristão não é justo ou não é ele que está resguardando alguém com tanta injustiça.

Se só existe um Deus, único e verdadeiro, como querem acreditar os cristãos, então ele não é justo. Se ele é justo e onipotente, então ele deve corrigir as injustiças de seus filhos e a sua punição seria a decadência desse trabalho aviltoso. Se o indivíduo prospera, então não há punição, por conseguinte, ele não é justo nem onipotente. Ou não é único nem onipotente. Pois, alguém pode estar se devotando a um deus enganador, que lhe garante o sustento sob a injustiça e faz você acreditar que tal prosperidade é o melhor e o verdadeiro caminho da boa vida. Será esta a resposta?

Pense nisso! E reaja.

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Sobre wconet

Eu sou o Outro. Tudo o que me desejares retornar-te-á em dobro semelhante à imagem refletida no espelho que sou. Cuida-me e tua imagem resplandecerá. Descuida-me e ela turvará. Assim como o espelho não serve a uma ausência, quem és tu sem o Outro? CARPE DIEM!!
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